Acompanhamento avalia indicadores e apoia a gestão do território costeiro
Na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, a dinâmica das marés, das chuvas e das atividades humanas exige um olhar atento e constante sobre a qualidade da água e dos sedimentos. Por isso, o monitoramento da água é essencial para compreender as transformações do ecossistema e garantir a preservação da região.
O trabalho vai além de medições pontuais. É feito um acompanhamento contínuo, que combina coletas em campo e análises laboratoriais para avaliar, com precisão, uma série de indicadores ambientais como os níveis de oxigênio dissolvido, o pH, que indica se a água está básica ou ácida, a temperatura e turbidez, e se existe presença de substâncias como metais pesados e hidrocarbonetos.
Na prática, o processo envolve metodologias rigorosas, desde a coleta das amostras até a análise dos dados, seguindo normas técnicas e ambientais do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
“O monitoramento contínuo dos parâmetros de qualidade da água permite avaliar, de forma consistente, os possíveis impactos das atividades portuárias no meio ambiente. Esses dados fornecem suporte técnico para tomadas de decisão, além de garantir maior transparência junto aos órgãos licenciadores”, explica Larissa Amaral, Analista Ambiental na PHmar, empresa responsável há 15 anos pelo monitoramento da água no Porto Sudeste.
Como funcionam as coletas?
As coletas são realizadas por equipes técnicas em pontos específicos da Baía de Sepetiba, com parte das medições feitas no local, em tempo real, e outra parte encaminhada para laboratórios especializados, onde são conduzidas análises mais detalhadas. As campanhas de monitoramento são realizadas mensalmente e relatórios técnicos elaborados ao longo do ano. Esse cuidado garante a confiabilidade das informações e permite a construção de uma base histórica consistente sobre a qualidade ambiental da região.
Os dados o são fundamentais para avaliar possíveis impactos das atividades portuárias, considerando tanto a área de influência direta quanto regiões adjacentes. A análise contínua permite identificar padrões, variações sazonais e eventuais mudanças no ambiente. “O Porto Sudeste tem demonstrado compromisso com a qualidade da água e a preservação e conservação ambiental da região”, comenta Larissa.
“Monitorar a qualidade da água é acompanhar, de perto, a saúde da Baía de Sepetiba no dia a dia. Esse acompanhamento é contínuo e ganha ainda mais intensidade em períodos de maior interferência no ambiente, como no caso de dragagens. Além de compartilhados com o Inea, os dados coletados nos ajudam a direcionar decisões técnicas com agilidade e segurança, acompanhando de forma consistente o comportamento do ecossistema”, diz Bernardo Castello, gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste.