Após conhecer o terminal ainda na escola, Maria Eduarda Machado transforma uma antiga admiração em início de trajetória profissional
Muita gente entra em um porto pela rotina. Outras chegam sem imaginar que aquilo pode se tornar um novo caminho. Foi assim com Maria Eduarda Machado, moradora da Ilha da Madeira, em Itaguaí. Ao longo dos anos, ela acompanhou de perto parte da trajetória e evolução do Porto Sudeste na região.
Duda sempre participava das atividades promovidas pela empresa tanto na escola como na Casa Porto. “Sempre estava envolvida nos projetos. Participava das atividades do programa Hortas, das festas de Dia das Crianças e Natal. Fiz parte também do “Território na Lente”, em que aprendemos a usar a fotografia para mostrar como a gente vê o lugar que moramos”, lembra.
Mas foi durante uma visita da Escola Municipal Elmo Baptista Coelho ao terminal, há oito anos, que ela conheceu, bem de pertinho, o funcionamento do Porto Sudeste. Naquele momento, algo acendeu na estudante. Desde então, surgiu nela o desejo de um dia fazer parte daquele ambiente. Um objetivo que passou a orientar escolhas, caminhos e preparação profissional ao longo do tempo.
Na época da visita, percorreu as instalações como visitante, observando estruturas que, vistas de fora, parecem distantes do cotidiano da cidade, como viradores de vagões, correias transportadoras, pátios amplos, o movimento contínuo. “Toda aquela experiência me despertou um desejo de fazer parte das operações. Fiquei encantada com todo o processo, o píer e a chegada dos navios e, especialmente, o virador de vagões”.
Entre explicações e percepções novas, a experiência marcou mais do que um simples passeio. Ela não sabia ainda, mas aquele dia já desenhava um futuro possível. Hoje, ele chegou com um presente. No início de maio, a estudante de engenharia de produção de 21 anos começou sua jornada como estagiária de Planejamento e Controle de Manutenção (PCM), atuando no setor de materiais, realizando a atualização e acompanhamento das ordens de trabalho, verificando a disponibilidade de materiais em estoque e apoiando a programação semanal das atividades. O lugar que um dia conheceu agora se tornou parte do seu dia a dia, em uma rotina de aprendizado e prática profissional.
“Recebo essa oportunidade com muita gratidão e uma sensação muito clara de compromisso. Estou motivada para aprender na prática, crescer com consistência e contribuir com dedicação em cada etapa dessa jornada. É um momento que representa não só uma conquista pessoal, mas também o início de uma fase de muito desenvolvimento, onde quero absorver o máximo de conhecimento e retribuir com empenho e responsabilidade tudo o que estou tendo a oportunidade de viver”, conta.
Há anos, o Programa de Visitas do Porto Sudeste abre espaço para escolas, moradores, associações e familiares de trabalhadores. Para quem participa, a experiência é única e não se limita ao percurso pelas áreas operacionais, mas se transforma em referência, memória e, até mesmo, em uma decisão de vida. No caso da Eduarda, em uma nova perspectiva profissional.
SERVIÇO
As visitas ao Porto Sudeste acontecem às sextas-feiras, pela manhã, em grupos de até 24 pessoas. O agendamento deve ser feito com antecedência pelo 0800 942 3135. Para participar, é necessário ter no mínimo 8 anos e apresentar documento válido.