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Avistamento de fauna na dragagem reforça segurança e proteção marinha

Profissionais de biologia garantem convivência entre atividades marítimas e o ambiente natural

Toda infraestrutura, de vias e pontes a sistemas industriais e portuários, demanda manutenção contínua. No setor portuário, isso se traduz em segurança e eficiência operacional. A dragagem é uma das ações essenciais para assegurar condições adequadas de navegação e atracação. E como toda intervenção em ambiente costeiro, dragar exige planejamento, critérios técnicos e controle operacional, garantindo a segurança das equipes e das embarcações e, ao mesmo tempo, o cuidado com o ambiente onde o trabalho acontece. Por isso, o monitoramento e a proteção da fauna local entram como eixo do processo, reduzindo impactos e preservando o equilíbrio do ecossistema marinho.

A dragagem é o processo para retirar areia, lama e outros sedimentos do fundo de rios, lagos, canais de navegação, portos marítimos e fluviais, baías e áreas costeiras. Para manter os canais navegáveis, utiliza-se a draga: equipamento especializado responsável por remover esses materiais. Mais do que um instrumento técnico, a draga é integrada a protocolos ambientais rigorosos. E para garantir a conformidade durante toda a operação são realizados diversos monitoramentos, como o avistamento de fauna em tempo real, que permite a identificação imediata de animais marinhos na área de intervenção.

Deborah Cristina trabalha desde o ano passado no avistamento de faunas nas operações do Porto Sudeste junto à empresa PH Mar. Ela conta que o programa contempla a avistagem de cetáceos (mamíferos marinhos, como golfinhos e baleias) e quelônios (répteis marinhos, como tartarugas), e é executado com um observador de bordo na draga de execução da atividade e outro observador de bordo em um barco de apoio para avistamento.

“Os ciclos de dragagem variam bastante. Hoje, trabalhamos com turnos de até oito horas, e o mais importante é manter a atenção constante ao mar sempre. A dinâmica entre os dois observadores é complementar: enquanto um monitora um dos lados, o outro permanece na posição oposta, ampliando o campo de observação. Ao avistar qualquer animal, o observador da draga faz a notificação imediata e solicita a paralisação da atividade. Em seguida, informa ao indivíduo do barco de apoio, que passa a acompanhar o animal mais de perto”, explica Deborah.

Nas áreas de atividade de dragagem, o monitoramento da fauna abrange um raio mínimo de 500 metros no entorno da draga, considerado zona de exclusão.  Caso algum animal seja avistado dentro desse perímetro, a operação é imediatamente suspensa até que ele se afaste de forma natural. Para assegurar a rastreabilidade e a eficácia do monitoramento, as observações ocorrem durante o período diurno, em condições de boa visibilidade, sem chuva e com o mar calmo.

Formada em Ciências Biológicas, Deborah destaca o contato direto com a natureza como a principal motivação de sua profissão, marcada por viagens frequentes e períodos longe da família.

“A base do nosso trabalho é assegurar que o animal seja respeitado em seu habitat. A Baía de Sepetiba é belíssima. Quando comecei a trabalhar aqui no ano passado, fiquei encantada com a diversidade de fauna, tanto marinha, quanto de aves. Costumo dizer que é sempre um desafio cada embarque, pois ficar longe da família é sempre difícil, ainda mais com filhos pequenos. Nesses momentos, o apoio do meu marido e dos meus familiares são primordiais e, claro, a tecnologia também é um grande aliado para a gente se comunicar e matar um pouquinho da saudade de casa”, conta Deborah.

A dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto Sudeste é licenciada pelos órgãos competentes e autoridades marítimas. Todo o processo segue rigorosos protocolos ambientais, e é realizado dentro da área de exclusão já existente, sem interferência na navegação pesqueira ou no transporte marítimo entre as Ilhas.  Como parte do compromisso com a transparência, a empresa reúne informações sobre a atividade no site oficial e no canal “Porto Sudeste Informa”, no WhatsApp. Além disso, segue à disposição para esclarecimentos pelo Canal de Atendimento 0800 942 3135.

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