Porto Sudeste une formação e ações no território para fortalecer a consciência ambiental
Instituído pelas Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o Dia Mundial da Educação Ambiental é comemorado em 26 de janeiro com o intuito compartilhar conhecimento sobre a complexidade das questões ecológicas, e implementar mecanismos de ensino para conscientizar a população sobre o impacto das ações humanas sobre o planeta.
A participação de empresas privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental, por meio de parceria com escolas, universidades e organizações não-governamentais, é decisiva para ampliar alcance, fortalecer a cultura de responsabilidade e transformar diretrizes em hábitos cotidianos. No Porto Sudeste, esse compromisso se traduz em iniciativas que conectam a rotina de trabalho à realidade ambiental e social de Itaguaí e região, incentivando escolhas mais conscientes dentro e fora do terminal.
Uma das principais frentes é o Programa SER (Sustentabilidade, Equilíbrio e Respeito), que incorpora a educação ambiental à rotina operacional e administrativa, envolvendo profissionais de diferentes áreas em práticas diárias de desenvolvimento sustentável. Gabriel Costa, analista de Meio Ambiente, explica que o programa é estruturado em cinco eixos: SER Líder, SER Protetor, SER Humano, SER Parceiro e SER Consciente. É nesse último que se concentram ações de treinamentos, diálogos diários, inspeções ambientais, reuniões e iniciativas de engajamento social, fortalecendo a cultura de responsabilidade compartilhada.
“Educar adultos é um grande desafio, porque precisamos construir conhecimento em cima de crenças formadas ao longo dos anos, em que o fator novidade de uma criança, ou adolescente não existe. Nossa saída é trazer as informações que se conectem com o que cada público vê no dia a dia e trazer autonomia para eles”, conta Gabriel.
Educação ambiental no dia a dia
No dia a dia das operações, a conscientização já se traduz em cuidado e economia circular. Equipes de embarque e desembarque, por exemplo, realizam rondas marítimas regulares nas praias da região, com coleta de resíduos no mar e na faixa costeira. Enquanto, internamente, o reaproveitamento de materiais tornou-se uma prática recorrente: sucatas metálicas e resíduos de manutenção são transformados em suportes, estruturas e soluções operacionais, enquanto antigos banners, lonas e uniformes ganham novos usos na confecção de bolsas e outros itens.
Essa lógica de educação aplicada se reflete tanto no público interno quanto na relação com o território. Em parceria com as instituições de ensino municipais, o Porto Sudeste realiza o Projeto Horta Escola, uma iniciativa que, por meio de uma abordagem holística, une agricultura sustentável e conscientização ambiental. Mais do que um simples cultivo de alimentos, a horta se torna uma ferramenta educacional, capacitando os participantes a compreender e valorizar a preservação do meio ambiente.
“O apoio da comunidade foi essencial para a implementação do Horta Inclusiva. A participação ativa das famílias fortaleceu o vínculo dos alunos com a natureza e com o aprendizado ambiental na prática. O contato direto com o solo, as plantas e os alimentos ajudam a estimular novas percepções, contribuindo para a redução da seletividade alimentar e para o desenvolvimento das habilidades comunicacionais dos alunos”, conta Paula Lima, educadora ambiental e analista de responsabilidade social do Porto Sudeste.
Sustentabilidade se constrói com formação, repetição e exemplo. Para as empresas, investir em educação ambiental é o caminho para padronizar boas práticas, prevenir impactos, tornar o uso de recursos mais eficiente e criar equipes mais engajadas e capazes de reconhecer riscos e propor melhorias no dia a dia.
“Já ouvi pessoas me dizendo que por causa dos conteúdos compartilhados, aprenderam um tema e usaram até em provas da faculdade. Há quem repensou a forma de gestão de resíduos e começou a separar os descartes em casa, assim como quem seguiu um plano de estudar gestão ambiental por conta da presença da educação na rotina do trabalho. Percebo que, hoje, há mais curiosidade do que nunca. A execução de ações de melhoria ambiental é mais proativa e a compreensão dos assuntos ambientais está cada vez mais madura”, conta Gabriel.