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Calor, chuva, frio extremo: o que está acontecendo com o clima?

Mudança climática. Aquecimento global. Emissão de carbono. Esses termos aparecem cada vez mais nas notícias, mas você sabe o que eles realmente significam no nosso dia a dia?

Muita gente ainda se pergunta: “Se o planeta está aquecendo, por que continua fazendo frio?” Ou então: “Por que ainda chove tanto?”. A resposta é simples. O aquecimento global não significa que todos os lugares vão virar um deserto quente. Na verdade, ele altera o equilíbrio do clima do planeta.

“Quando falamos em mudanças climáticas, muita gente pensa em algo distante. Mas os impactos já fazem parte da nossa rotina e podem ser percebidos nas chuvas mais intensas, nas ondas de calor e nos eventos climáticos extremos que vemos com mais frequência”, afirma Bernardo Castello, gerente de Meio Ambiente do Porto Sudeste.

Quando a temperatura da Terra aumenta, os padrões naturais do clima começam a mudar. Por isso vemos ondas de calor mais intensas, chuvas fortes, secas prolongadas, tempestades, ventos muito fortes e até períodos de frio intenso em algumas regiões.

Boa parte dessas mudanças acontece por causa da emissão dos chamados gases de efeito estufa (GEE), principalmente o CO2 e o metano, liberados por carros, indústrias e diversas atividades do nosso dia a dia.

Para entender melhor de onde vêm essas emissões e como elas podem ser reduzidas, esses impactos são divididos em três escopos. O primeiro está relacionado às emissões diretas das operações, como veículos e equipamentos. O segundo envolve o consumo de energia elétrica. Já o terceiro considera toda a cadeia da empresa, incluindo fornecedores, transporte e serviços contratados.

“Desde 2015, início das operações do terminal, realizamos o inventário de emissões de gases de efeito estufa. Utilizamos um software com base de dados atualizada e fatores de emissão por tipo de fonte, o que nos permite identificar e quantificar nossas emissões. Com esses dados, direcionamos estratégias e ações de enfrentamento às mudanças climáticas”, explica Bernardo.

Uma ação simples tomada pela empresa para a redução das emissões de escopo 1, por exemplo, foi a substituição da gasolina pelo etanol nos veículos flex. Outra medida foi a compra dos certificados que atestam que 100% da energia elétrica utilizada no terminal provém de fontes limpas. “Com quase todos os equipamentos de movimentação de cargas eletrificados, a adoção exclusiva de energia de fonte renovável foi a alternativa que encontramos para aliar eficiência operacional à responsabilidade climática”, ressalta.

As ações implementadas, aliadas a melhorias operacionais e iniciativas internas, vêm contribuindo para a redução das emissões ao longo dos anos. A meta da empresa é reduzir em 50,4% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2033, tendo 2021 como ano-base

“Entre 2021, nosso ano de referência, e 2025, registramos uma redução de 76% nas emissões de escopos 1 e 2, passando de 8.174 tCO₂e para 1.965 tCO₂e. Descarbonizar não é apenas um objetivo ambiental, mas uma responsabilidade coletiva e uma oportunidade de tornar as operações mais sustentáveis e inovadoras”, destaca o gerente.

Os avanços reforçam que o enfrentamento das mudanças climáticas não depende apenas de grandes projetos. Iniciativas contínuas, como a revisão de processos, ganhos de eficiência e decisões mais conscientes no dia a dia, também desempenham papel relevante na construção de um futuro mais sustentável.

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