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Porto Sudeste testa novo polímero como parte da preparação para o El Niño

Aplicado sobre pilhas de minério, produto forma uma camada hidrorrepelente que ajuda a reduzir a infiltração da água da chuva.

 

Quando o clima muda, se antecipar faz diferença. Como parte das ações de preparação para os possíveis efeitos do El Niño, o Porto Sudeste vem realizando testes com novos tipos de polímeros para avaliar soluções capazes de aumentar a proteção das pilhas de minério durante períodos de chuva intensa.

O produto em teste, chamado Green Carpet Plus, é aplicado sobre a superfície das pilhas e, após o período de cura, forma uma crosta com característica hidrorrepelente. Essa camada favorece o escoamento e retarda a absorção da água pelo minério, contribuindo para reduzir o aumento da umidade e os riscos operacionais associados aos períodos chuvosos.

“Antecipar os possíveis impactos do clima faz parte do nosso planejamento. O teste permitirá avaliar o desempenho do produto em condições de chuva intensa e sua contribuição para a proteção das pilhas e para a eficiência da operação”, afirma Jones dos Santos, coordenador da Limpeza Industrial do Porto Sudeste.

De acordo com Vinicius Mantovani, diretor de Tecnologias da Benetech, a iniciativa foi construída de forma conjunta para responder a condições climáticas mais severas. “O Green Carpet Plus foi desenvolvido para repelir a água da chuva e retardar sua penetração no minério. Com o teste, buscamos contribuir para a estabilidade das pilhas e reduzir o excesso de umidade no material embarcado”, explica.

Além da função operacional, a cor escolhida para o teste carrega uma mensagem importante. Em alusão ao Outubro Rosa, o polímero foi aplicado na tonalidade rosa, reforçando internamente a importância da conscientização e do cuidado com a saúde. A cor também ajuda as equipes a visualizar a uniformidade da aplicação e a identificar eventuais pontos que precisam de reforço.

O uso de polímeros já integra os controles ambientais do Porto Sudeste. Em períodos mais secos, esses produtos formam uma película protetora sobre as pilhas, reduzindo a dispersão de partículas pelo vento e a necessidade de novas aplicações de água. O novo teste amplia a avaliação da tecnologia para cenários com maior volume de chuva.

O trabalho faz parte de uma atuação preventiva apoiada pelo monitoramento das condições meteorológicas. No terminal, informações sobre vento, rajadas e possibilidade de chuva são acompanhadas por meio de um programa de monitoramento e de câmeras instaladas nas áreas operacionais. Os dados permitem ajustar as ações de acordo com as condições do tempo.

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