Porto Sudeste apresentou projeto de expansão e intensificou conversas com grandes companhias diante dos desafios impostos pelo mau tempo às operações de transferência de petróleo
Realizada entre os dias 21 e 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, a ROG.e 2026 reuniu executivos, autoridades, investidores e especialistas para discutir os principais desafios da indústria de energia. Entre os temas que ganharam espaço nas conversas entre operadores, petroleiras e empresas de infraestrutura esteve a necessidade de ampliar a resiliência da cadeia logística de petróleo. Condições meteorológicas adversas têm afetado operações em plataformas e reduzido a disponibilidade de navios para transferências de carga.
Durante o evento, o Porto Sudeste apresentou ao mercado o avanço de seu projeto de expansão. A instalação de dolfins, estruturas marítimas utilizadas na atracação e amarração de embarcações, ampliará a capacidade do terminal para receber operações de petróleo e derivados. Com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027, a nova estrutura permitirá a realização de até 144 operações com granéis líquidos por ano.
Atualmente, as operações com granéis sólidos e líquidos compartilham a infraestrutura portuária. Com a entrada em funcionamento dos novos dolfins, o terminal passará a contar com uma área dedicada ao petróleo e derivados, contribuindo para aumentar a previsibilidade da programação dos navios e a eficiência das operações.
Localizado em águas abrigadas na Baía de Sepetiba e em uma região com baixa variação de maré, o Porto Sudeste reúne condições naturais favoráveis à realização de operações de transbordo atracado, conhecidas como Double Banking. A maior proteção contra interferências meteorológicas contribui para operações mais regulares, previsíveis e seguras. A proximidade com a Bacia de Santos, principal polo produtor do pré-sal brasileiro, também posiciona o terminal como uma alternativa logística para o escoamento da produção offshore.
“A ROG.e nos permitiu apresentar o projeto diretamente às empresas que enfrentam esses desafios logísticos. O interesse registrado durante o evento reforça a importância de soluções mais flexíveis e seguras, especialmente diante do crescimento da produção brasileira e da maior complexidade das operações offshore”, afirmou Cristiana Borges, gerente de Novos Negócios do Porto Sudeste.
A expansão ocorre em um cenário de crescimento da produção brasileira de petróleo, especialmente nos campos do pré-sal. À medida que novos volumes chegam ao mercado, aumenta também a demanda por infraestrutura portuária, embarcações e soluções de transbordo capazes de tornar o escoamento mais eficiente.
Com a expansão, o Porto Sudeste avança em seu posicionamento como alternativa logística para operações com granéis líquidos. A disponibilidade de uma estrutura dedicada contribuirá para reduzir restrições logísticas e oferecer novas opções às empresas que atuam na produção, no transporte marítimo e na comercialização de petróleo e derivados.