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Materiais descartados viram arte

Técnico do Porto Sudeste transforma sucata em troféus sustentáveis

 

Entre desenhos técnicos, peças metálicas e máquinas de precisão, o técnico mecânico Fabiano Correia encontrou uma forma criativa de dar novo destino a materiais que tinham o descarte como destino. A partir de sobras de aço inox, tubos metálicos e outros itens que sobraram de outras peças na oficina, ele confeccionou os troféus da “Copa Gaia”, torneio inspirado na Copa do Mundo para engajar o público interno nas ações da Semana do Meio Ambiente do Porto Sudeste.

Morador de Itaguaí, casado e pai de duas meninas, Fabiano trabalha na oficina de subconjuntos, área considerada estratégica para a manutenção do terminal. É ali que chegam demandas e ordens de trabalho semanais para a fabricação e recuperação de peças utilizadas nos equipamentos da operação. “Na oficina, a gente trabalha muito nos bastidores, mas nosso papel é essencial para a operação continuar funcionando. Cada peça fabricada ou recuperada tem sua importância nessa engrenagem”, afirma.

Acostumado a gestão de recursos, Fabiano já carrega na prática um olhar sustentável sobre o trabalho. Por isso, quando o time ambiental o procurou em busca de peças capazes de representar sustentabilidade, reaproveitamento e conscientização ambiental, a resposta estava no próprio ambiente de trabalho. O que seria descartado ganhou nova forma.

“Quando recebi o pedido, pensei que o mais importante era fazer algo que tivesse relação de verdade com o tema. Não adiantava ser só um troféu bonito. Ele precisava carregar a ideia de reaproveitamento”, afirma.

Como muitas obras de arte, o processo começou no papel. Fabiano desenhou à mão a estrutura dos troféus. “Tudo começou no desenho. Fui ajustando as medidas e pensando em como cada peça poderia se encaixar. O mais desafiador foi transformar materiais diferentes em uma peça harmônica. Cada uma característica, então precisei adaptar bastante durante o processo”, relata.

Fabiano transformou o conceito de reaproveitamento em uma peça concreta. A iniciativa deu novo destino a materiais sem uso na oficina e ajudou a traduzir, de forma simples e visual, a mensagem de sustentabilidade. “Muita coisa ainda pode ter valor antes de ir para o descarte. Às vezes, falta só um novo olhar”, destaca Fabiano.

 

Mecânico também fora do trabalho

A relação com a mecânica também está presente nos momentos de lazer. Desde a infância, ele cultiva uma paixão por carros antigos, especialmente por um Fusca branco inspirado no veículo de um tio que admirava quando era pequeno. Hoje, o carro é seu “xodozinho” e, de vez em quando, acompanha Fabiano no trajeto até o trabalho.

“O Fusca é meu xodó. Eu gosto de cuidar dele pessoalmente da manutenção dele, porque também é uma forma de lazer e de manter viva essa paixão por carros antigos”, conta.

 

 

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