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O que as metas da ONU têm a ver com Itaguaí?

Agenda criada pela organização tem o objetivo de transformar os desafios globais em situações que fazem parte do cotidiano da região, como educação, inclusão, meio ambiente, cultura e melhoria dos espaços públicos

 

Quando se fala em Organização das Nações Unidas (ONU), a imagem que vem à cabeça pode ser a de grandes encontros internacionais, decisões entre países e desafios que parecem muito distantes da rotina de um município como o de Itaguaí. Mas o que uma agenda criada para pensar o futuro do planeta tem a ver com a vida de quem vive na região? Mais do que pode parecer.

Criada para orientar ações, a Agenda 2030 reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tratam de questões presentes no cotidiano das pessoas, como educação de qualidade, redução das desigualdades, trabalho, preservação ambiental, cidades sustentáveis e acesso à cultura. São temas que, embora façam parte de uma agenda global, ganham significado quando aplicados à realidade de cada comunidade.

Em Itaguaí, essa abordagem pode ser percebida em iniciativas desenvolvidas com a participação de diferentes atores da comunidade. O Porto Sudeste, por exemplo, mantém projetos ligados à educação e à formação, como projeto Hortas, Ciclo de Diálogos de Educação Ambiental, Jovens Comunicadores, Impacta ODS e Cipa Escolar. Em comum, as ações procuram levar para perto de estudantes e comunidades assuntos que muitas vezes parecem abstratos no papel, mas que passam a ser trabalhados a partir de experiências e situações do cotidiano.

“Os ODS nos ajudam a olhar para o desenvolvimento de uma forma mais ampla, considerando não apenas os resultados econômicos, mas também às pessoas, o meio ambiente e as condições do lugar onde elas vivem. É uma agenda que orienta escolhas e incentiva diferentes setores a trabalharem na construção de soluções para desafios que são comuns a todos”, afirma Carla Matos, gerente de Assuntos Corporativos e Responsabilidade Social do Porto Sudeste. “Quando uma criança aprende na escola sobre meio ambiente e depois leva esse conhecimento para casa, ou quando um jovem passa a enxergar novas possibilidades para o próprio futuro, estamos falando de transformação que começa de maneira muito simples, mas pode ganhar outra dimensão ao longo do tempo”, destaca.

Se na área da educação as ações ajudam a formar conhecimento e ampliar oportunidades, em outras frentes o foco está na qualidade de vida e no fortalecimento dos espaços coletivos. É o caso do projeto de equoterapia, do Passaporte Cultural e das obras de recuperação da calçada da orla da praia e reforma do mercado de peixe, na Ilha da Madeira, que contribuem para a mobilidade, a segurança e a valorização dos espaços públicos.

São iniciativas diferentes, mas que partem de uma mesma ideia. Uma cidade sustentável não é construída apenas com grandes projetos. Também depende de oportunidades, conhecimento, espaços públicos cuidados, preservação ambiental e participação das pessoas que vivem na região.

É quando essas metas se aproximam da realidade de cada lugar que deixam de parecer distantes e ganham significado. Em Itaguaí, a Agenda 2030 se relaciona com necessidades e desafios da região, mostrando que pensar o futuro também significa fazer escolhas no presente.

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